terça-feira, 13 de abril de 2010

Era apenas uma brincadeira...


Ainda sem muita criatividade pra escrever, vou postar um pequeno conto que fiz a um tempinho atrás...

Noite de sexta-feira, Cláudia, se prepara para sair com aquele rapaz tão elegante que tinha conhecido no biblioteca pública no dia anterior. Ela saia nua do banho quando um calafrio percorreu seu belo e jovem corpo. Rapidamente ela se enrolou em uma toalha e foi até seu quarto. Ela morava sosinha num apartamento na zona Norte de São Paulo. Há dois anos havia se formado em história, e dedicava seu tempo quase que integralmente a biblioteca, onde trabalhava desde sua formação.

Escolheu um vestido curto, preto, não queria mostrar que estava muito interessada se “enfeitando” muito, mas queria estar sensual. Desde que terminara seu relacionamento com Eduardo a três messes, não havia saído com mais ninguém. Mesmo não sendo muito vidrada em sexo, estava subindo pelas paredes, e não queria perder uma oportunidade daquelas. Afinal não é todo dia que se encontra um homem elegante, educado, intelectual e rico. Segundo as apresentações Fernando trabalhava numa das multinacionais de seu pai, na área de Recursos Humanos e tinha pretensões de abrir seu próprio negocio em breve.

Eram exatamente 20h00min quando o porteiro interfonou. Era ele, pontual, assim como ela gostava. Cláudia pediu que ele esperasse, fez os últimos detalhes da maquiagem, pegou sua bolsa e desceu. Apesar de supostamente não ser de sua vontade, ela estava linda como nunca, o vestido que escolhera valorizava muito seu corpo, evidenciava seus fartos seios e atiçava a curiosidade em suas coxas.

Quando viu o carro que a esperava não conseguiu conter seu espanto, percebera que Fernando era rico, mas não havia notado sua excentricidade, mas aquele modelo luxuoso a expunha.

_Você esta deslumbrante! Disse ele com um sorriso formal.

_Obrigada. Você também está muito bem. E então aonde vamos jantar?

_Bem eu estava pensando em te fazer uma surpresa...que tal?

Cláudia não respondeu, sorriu e entrou no carro.Ela estava entrando e gostando daquele “jogo”. Porém ficou surpresa quando Fernando delicadamente vendou seus olhos, ela hesitou inicialmente, mas corrompida pelo angelical sorriso do rapaz ela cedera.

No caminho eles conversaram sobre banalidades, ela se comportava como se nem sequer estivesse vendada, e ele também. Após 45 minutos dentro daquele carro, ela já estava exausta daquela venda, e sem nem perguntar, foi logo a tirando.

_Meu Deus! Disse Cláudia admirada com o que via.

_Ah, você estragou a surpresa!Ele lamentou já rindo.

O que Cláudia via, era algo realmente impressionante, uma belíssima casa, com o jardim totalmente iluminado, de frente para um lago provavelmente artificial, mas bem grande e com uma maciça escultura de uma mulher sem braços, lembrando algo já visto por ela sobre a Grécia. Era sem duvida um lindo “paraíso” um tanto afastado da confusão da cidade.

Ele desceu do carro e abriu a porta do passageiro, oferecendo gentilmente o braço para aquela fascinante mulher. Era assim que Fernando a via.

Seguiram até a porta, que por sinal era enorme, foram recepcionados por uma simpática senhora, que apesar de saudável, aparentava seus 70 anos, era Matilde a governanta, e única empregada presente na mansão naquele momento. Logo ela se retirou e deixou os dois sozinhos, diante de uma elegante mesa, muito bem posta.

Após um excelente jantar, algumas taças de vinhos e uma longa e excitante conversa, a jovem se via sobre a cama do intrigante rapaz, aos beijos e amassos, qualquer leigo perceberia o quanto ela estava empolgada. Ela inverteu a posição e ficou em cima de Fernando, abriu com brutalidade sua camisa, direcionando seus quentes beijos para o peito dele. E assim foi descendo até deixá-lo nu. Ela queria enlouquecê-lo, e estava conseguindo, de pé sobre a cama, foi lentamente retirando seu vestido. Sempre que ele tentava a tocar, ela o reprimia, pisando em seus braços, uma tortura. Neste clima de dominação ela fez tudo que desejava alucinando aquele rapaz que se achava experiente até aquele presente momento.

Eram 7h15min quando, assustada Cláudia acorda, não era um sonho, pode perceber quando abriu os olhos e se viu nua deitada na cama com um homem que ainda dormia, ela sorriu se lembrando da noite e acordou Fernando com um beijo. Ele tímido, se cobriu com os lençóis e retribuiu o carinho com um simples sorriso. Pegou o telefone, e deu algum sinal a empregada.

_A Matilde irá trazer um café, vista-se.

_Ah sim, que vergonha! Disse ela rindo.

Fernando foi para o banheiro deixando Cláudia, sosinha, e com dois pensamentos, o primeiro, estava gostando daquele homem, e o segundo havia algo de diferente nele. Matilde bateu na porta, e deixou uma bandeja. Os dois tomaram café da manhã juntos, e depois de alguns beijos, acabaram na cama novamente, desta vez ela transava com mais amor do que tesão, e ele com mais fúria do que desejo.

Tomaram banho juntos, depois ele a acompanhou até o lado de fora da casa, onde um taxi esperava por ela. Se despediram com um beijo...

_Me liga!

Ele sorriu e caminhou até a casa.

Quando entrou no seu apartamento Cláudia, se sentiu como uma adolescente apaixonada, correu para o quarto e se jogou na cama feliz. Ali mesmo dormiu até anoitecer.Quando acordou viu que tinha um recado na caixa postal, é claro que era Fernando comentando sobre a inesquecível noite que tiveram, pelo ao menos era isso que ela pensava. A gravação dizia:”Oi filha, eu e seu pai estamos num cruzeiro!! Decidimos fazer uma segunda lua de mel e vamos viajar um pouquinho! Daqui a umas semanas te ligo pra contar da viajem, vamos nos desligar do mundo um pouco, um Beijão! Te amo.”_

Ela apesar de feliz pelos pais ficou frustrada por Fernando não ter ligado. Na segunda- feira, ela foi trabalhar bastante triste, mas ainda com a esperança de que ele apareceria lá fazendo uma surpresa. Nada. Terça-feira, quarta-feira..., não agüentando mais esperar ela liga para o celular que ele havia passado. Número inexistente!

Forte, passadas quatro semanas ela já não estava mais abalada com aquele abandono, afinal passara apenas uma noite com o cara. Porém, uma notícia veio para acabar com a paz de Cláudia, num exame rotineiro, descobriu que estava grávida.

Não podia cuidar daquele filho, não sozinha, se ele esteve presente na hora de fazer, teria de assumir a responsabilidade! Decidida pegou um taxi e foi até a mansão! Depois de duas horas e muitas voltas até encontrar o local certo, ela desceu do carro e do portão de fora pode ver Fernando, sentado no jardim cuidando das plantas.

Tentando entrar, foi barrada por um enorme segurança.

_Você não pode entrar aqui sem autorização. Com quem deseja falar?

_Com o Fernando, o dono da casa, estou grávida dele.

O segurança segurando-se para não rir, disse:

_Senhorita, o dono desta casa, no momento está em Londres, e o nome dele não é Fernando, o único Fernando que aqui temos, é o Nandim, jardineiro filho da governanta.

Tais palavras caíram como um raio na cabeça de Cláudia,fora enganada por um idiota, brincando enquanto o patrão estava fora! Ela estava inconformada, logo ela, que se julgava tão esperta, deixar-se enganar por um cafajeste!

Em prantos entrou dentro do taxi, e mandou seguir até seu apartamento. Chegando lá pagou a corrida, (que foi uma facada) destratou o taxista, o porteiro e subiu como um foguete. Irada quebrou todos os objetos que encontrou pela frente. Foi até seu guarda-roupa e pegou uma chave. Seguiu andando até a casa de seus pais que estavam viajando, revirou o quarto deles até finalmente achar o que procurava.

Ainda chorando muito, e com muita raiva, pegou outro taxi, já começava a anoitecer quando chegou até a mansão. Desceu do carro, e avistou o segurança, antes dele falar qualquer coisa ela retirou um revolver da bolsa e o apontou para ele que recuou...

Ela invadiu a casa, e deu logo de cara com Matilde. O ódio corria por suas veias... Como uma mãe podia acobertar um filho numa sujeira daquelas? Sem muito pensar atirou três ou quatro vezes na velha. Ouvindo aqueles disparos Fernando correu para ver o que acontecia e avistou sua mãe caída no chão e Cláudia tremendo apontando para ele uma arma.

Antes mesmo dele poder dizer uma palavra, aquela mulher com sede de vingança foi atingida por um tiro, que acertou diretamente sua cabeça, era o segurança que vencera o medo e a seguira.

Marlon Maia 26/08/09