quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

No final





E quando ela acabar? Quando a pele não for tão lisa e o corpo não for tão uniforme? Quando a luz que entra pela janela da manhã te fatigar e lhe ausentar a vontade de sair da cama?

E quando o sorriso não é mais tão seu e verdadeiro? Quando já não se sabe a verdadeira cor do cabelo a tempos? Quanto já se foram muitos e vieram tantos outros que também foram? E quando o corpo não obedecer mais prontamente os comandos? Quando parecer impossível aquilo que se fazia sem notar? E quanto não houver mais prazer nem beleza? Quando a carne não mais interessa? Quando o quente já se esfriou e a noite só é tida como conforto por ser o fim daquele dia?

Amigo, você está velho.

E só interessará o que tem guardado dentro de sua mente.

Beleza realmente se dissipa, perde, sabedoria se expande e é sim concreta.

Antagônico


Não sei se é apenas comigo, mas sempre após uma série de dias bons, ou mesmo após uma noite daquelas, amanheço com uma sensação de satisfação aliada a aflição, apreensão, ansiedade e nostalgia. Imaginando se terei e quando serão os próximos bons momentos. E com essa obsessão meu dia acaba seguindo bastante melancólico.

Desde minha infância reparo isso, após uma excursão divertida com a escola, após uma ida ao parque, e qualquer coisa divertida para uma criança, me batia algo similar a uma ressaca. Isso acontece com todos?

A sensação é recalcitrante mas sei que amanhã tudo passa , que enquanto estiver vivo terei essa sequência renitente, ápice e declínio. Mas quase sempre vale a pena.Não se pode deixar que as “baixas” se sobressaíam e que lhe puxem para aquele famoso “abismo profundo” que deve ser insistentemente citado em diagnósticos de psicologia. Essa é a vida, cheia de pequenos detalhes, detalhes interessantes para serem reparados.

Enquanto estou na fase “down” escuto um Blues (nesse caso B.B. King) e aprecio o fim de mais um dia.

“E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança Itabirana” já dizia Drummond.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Faces da vida


A Vida pode ser doce ou amarga

Trágica ou súbita

Estúpida ou exata

Correta ou desregrada


A vida poder ser...

A vida pode nem ser

Há infinidades de escolhas

Depende de Você!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Era apenas uma brincadeira...


Ainda sem muita criatividade pra escrever, vou postar um pequeno conto que fiz a um tempinho atrás...

Noite de sexta-feira, Cláudia, se prepara para sair com aquele rapaz tão elegante que tinha conhecido no biblioteca pública no dia anterior. Ela saia nua do banho quando um calafrio percorreu seu belo e jovem corpo. Rapidamente ela se enrolou em uma toalha e foi até seu quarto. Ela morava sosinha num apartamento na zona Norte de São Paulo. Há dois anos havia se formado em história, e dedicava seu tempo quase que integralmente a biblioteca, onde trabalhava desde sua formação.

Escolheu um vestido curto, preto, não queria mostrar que estava muito interessada se “enfeitando” muito, mas queria estar sensual. Desde que terminara seu relacionamento com Eduardo a três messes, não havia saído com mais ninguém. Mesmo não sendo muito vidrada em sexo, estava subindo pelas paredes, e não queria perder uma oportunidade daquelas. Afinal não é todo dia que se encontra um homem elegante, educado, intelectual e rico. Segundo as apresentações Fernando trabalhava numa das multinacionais de seu pai, na área de Recursos Humanos e tinha pretensões de abrir seu próprio negocio em breve.

Eram exatamente 20h00min quando o porteiro interfonou. Era ele, pontual, assim como ela gostava. Cláudia pediu que ele esperasse, fez os últimos detalhes da maquiagem, pegou sua bolsa e desceu. Apesar de supostamente não ser de sua vontade, ela estava linda como nunca, o vestido que escolhera valorizava muito seu corpo, evidenciava seus fartos seios e atiçava a curiosidade em suas coxas.

Quando viu o carro que a esperava não conseguiu conter seu espanto, percebera que Fernando era rico, mas não havia notado sua excentricidade, mas aquele modelo luxuoso a expunha.

_Você esta deslumbrante! Disse ele com um sorriso formal.

_Obrigada. Você também está muito bem. E então aonde vamos jantar?

_Bem eu estava pensando em te fazer uma surpresa...que tal?

Cláudia não respondeu, sorriu e entrou no carro.Ela estava entrando e gostando daquele “jogo”. Porém ficou surpresa quando Fernando delicadamente vendou seus olhos, ela hesitou inicialmente, mas corrompida pelo angelical sorriso do rapaz ela cedera.

No caminho eles conversaram sobre banalidades, ela se comportava como se nem sequer estivesse vendada, e ele também. Após 45 minutos dentro daquele carro, ela já estava exausta daquela venda, e sem nem perguntar, foi logo a tirando.

_Meu Deus! Disse Cláudia admirada com o que via.

_Ah, você estragou a surpresa!Ele lamentou já rindo.

O que Cláudia via, era algo realmente impressionante, uma belíssima casa, com o jardim totalmente iluminado, de frente para um lago provavelmente artificial, mas bem grande e com uma maciça escultura de uma mulher sem braços, lembrando algo já visto por ela sobre a Grécia. Era sem duvida um lindo “paraíso” um tanto afastado da confusão da cidade.

Ele desceu do carro e abriu a porta do passageiro, oferecendo gentilmente o braço para aquela fascinante mulher. Era assim que Fernando a via.

Seguiram até a porta, que por sinal era enorme, foram recepcionados por uma simpática senhora, que apesar de saudável, aparentava seus 70 anos, era Matilde a governanta, e única empregada presente na mansão naquele momento. Logo ela se retirou e deixou os dois sozinhos, diante de uma elegante mesa, muito bem posta.

Após um excelente jantar, algumas taças de vinhos e uma longa e excitante conversa, a jovem se via sobre a cama do intrigante rapaz, aos beijos e amassos, qualquer leigo perceberia o quanto ela estava empolgada. Ela inverteu a posição e ficou em cima de Fernando, abriu com brutalidade sua camisa, direcionando seus quentes beijos para o peito dele. E assim foi descendo até deixá-lo nu. Ela queria enlouquecê-lo, e estava conseguindo, de pé sobre a cama, foi lentamente retirando seu vestido. Sempre que ele tentava a tocar, ela o reprimia, pisando em seus braços, uma tortura. Neste clima de dominação ela fez tudo que desejava alucinando aquele rapaz que se achava experiente até aquele presente momento.

Eram 7h15min quando, assustada Cláudia acorda, não era um sonho, pode perceber quando abriu os olhos e se viu nua deitada na cama com um homem que ainda dormia, ela sorriu se lembrando da noite e acordou Fernando com um beijo. Ele tímido, se cobriu com os lençóis e retribuiu o carinho com um simples sorriso. Pegou o telefone, e deu algum sinal a empregada.

_A Matilde irá trazer um café, vista-se.

_Ah sim, que vergonha! Disse ela rindo.

Fernando foi para o banheiro deixando Cláudia, sosinha, e com dois pensamentos, o primeiro, estava gostando daquele homem, e o segundo havia algo de diferente nele. Matilde bateu na porta, e deixou uma bandeja. Os dois tomaram café da manhã juntos, e depois de alguns beijos, acabaram na cama novamente, desta vez ela transava com mais amor do que tesão, e ele com mais fúria do que desejo.

Tomaram banho juntos, depois ele a acompanhou até o lado de fora da casa, onde um taxi esperava por ela. Se despediram com um beijo...

_Me liga!

Ele sorriu e caminhou até a casa.

Quando entrou no seu apartamento Cláudia, se sentiu como uma adolescente apaixonada, correu para o quarto e se jogou na cama feliz. Ali mesmo dormiu até anoitecer.Quando acordou viu que tinha um recado na caixa postal, é claro que era Fernando comentando sobre a inesquecível noite que tiveram, pelo ao menos era isso que ela pensava. A gravação dizia:”Oi filha, eu e seu pai estamos num cruzeiro!! Decidimos fazer uma segunda lua de mel e vamos viajar um pouquinho! Daqui a umas semanas te ligo pra contar da viajem, vamos nos desligar do mundo um pouco, um Beijão! Te amo.”_

Ela apesar de feliz pelos pais ficou frustrada por Fernando não ter ligado. Na segunda- feira, ela foi trabalhar bastante triste, mas ainda com a esperança de que ele apareceria lá fazendo uma surpresa. Nada. Terça-feira, quarta-feira..., não agüentando mais esperar ela liga para o celular que ele havia passado. Número inexistente!

Forte, passadas quatro semanas ela já não estava mais abalada com aquele abandono, afinal passara apenas uma noite com o cara. Porém, uma notícia veio para acabar com a paz de Cláudia, num exame rotineiro, descobriu que estava grávida.

Não podia cuidar daquele filho, não sozinha, se ele esteve presente na hora de fazer, teria de assumir a responsabilidade! Decidida pegou um taxi e foi até a mansão! Depois de duas horas e muitas voltas até encontrar o local certo, ela desceu do carro e do portão de fora pode ver Fernando, sentado no jardim cuidando das plantas.

Tentando entrar, foi barrada por um enorme segurança.

_Você não pode entrar aqui sem autorização. Com quem deseja falar?

_Com o Fernando, o dono da casa, estou grávida dele.

O segurança segurando-se para não rir, disse:

_Senhorita, o dono desta casa, no momento está em Londres, e o nome dele não é Fernando, o único Fernando que aqui temos, é o Nandim, jardineiro filho da governanta.

Tais palavras caíram como um raio na cabeça de Cláudia,fora enganada por um idiota, brincando enquanto o patrão estava fora! Ela estava inconformada, logo ela, que se julgava tão esperta, deixar-se enganar por um cafajeste!

Em prantos entrou dentro do taxi, e mandou seguir até seu apartamento. Chegando lá pagou a corrida, (que foi uma facada) destratou o taxista, o porteiro e subiu como um foguete. Irada quebrou todos os objetos que encontrou pela frente. Foi até seu guarda-roupa e pegou uma chave. Seguiu andando até a casa de seus pais que estavam viajando, revirou o quarto deles até finalmente achar o que procurava.

Ainda chorando muito, e com muita raiva, pegou outro taxi, já começava a anoitecer quando chegou até a mansão. Desceu do carro, e avistou o segurança, antes dele falar qualquer coisa ela retirou um revolver da bolsa e o apontou para ele que recuou...

Ela invadiu a casa, e deu logo de cara com Matilde. O ódio corria por suas veias... Como uma mãe podia acobertar um filho numa sujeira daquelas? Sem muito pensar atirou três ou quatro vezes na velha. Ouvindo aqueles disparos Fernando correu para ver o que acontecia e avistou sua mãe caída no chão e Cláudia tremendo apontando para ele uma arma.

Antes mesmo dele poder dizer uma palavra, aquela mulher com sede de vingança foi atingida por um tiro, que acertou diretamente sua cabeça, era o segurança que vencera o medo e a seguira.

Marlon Maia 26/08/09

terça-feira, 23 de março de 2010

Falando de política


Infelizmente no atual cenário brasileiro, a minoria do povo se interessa pela política. Fico sempre muito decepcionado quando vejo um grupo quase em unanimidade dizendo que detesta ouvir, ou falar de política. Decepciono-me pelo fato disso ser totalmente necessário. O conhecimento da massa sobre os administradores públicos é essencial. Geralmente quando se pergunta a alguém o que acha da política brasileira, respondem bravamente “–Político é tudo ladrão!” E ponto final... Mas quase ninguém se interessa pelo que acontece além do que se vê no Jornal Nacional ou do que sai na Veja, até porque os tem como verdade absoluta.

É muito mais fácil manipular um povo que não corre atrás dos seus direitos, que não exerce sua cidadania, talvez por isso a educação no Brasil seja essa vergonha... até as escolas faltam professores. Ahh os professores, pobres professores...literalmente! Outra vergonha enorme é o salário que a eles é oferecido, não é à toa que estão em escassez. E o que se esperar de um país sem professores? A resposta é declínio. Sem educação um povo não é NADA. Ela é a base de tudo, sua falta faz emergir problemas que estamos cansados de presenciar, um dos mais alarmantes é a violência.

A violência antes vista “apenas” nas grandes cidades, hoje se estendeu e quando menos se espera está batendo em nossas portas, aliás, batendo não, entrando sem aviso prévio. Talvez seja umas das poucas coisas que consiga fazer com que a classe média “tire a bunda da poltrona”, e não por que estão preocupados com as crianças da periferia que vivem em meio a armas e drogas, não mesmo,isso ocorre somente pelo fato dessa mesma violência estar atingindo os seus filhos, e a eles mesmos.

Pensem um pouco mais, antes de dizer que não se interessa por política, pois você não está se abdicando apenas de saber pra onde vai o dinheiro que pagamos em impostos (o que não é pouco). Esta também contribuindo para todos os problemas que hoje vemos de forma exarcebada neste país... Não se assuste quando for abordado por indivíduos na rua, ou quando seu filho indo para escola se deparar com um tiroteio, ou até mesmo quando estiveres velho e não conseguir se aposentar nunca, porque a previdência já estará quebrada, e inúmeros outro problemas... Pense melhor, analise melhor, busque informações, não olhe apenas para o seu umbigo, vise o bem geral, não se venda por esmolas... saiba eleger seus administradores!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Ego


Para sobrevivermos não precisamos apenas de comer, beber, respirar e todas essas funções básicas. Também não é somente sexo, drogas e rock’n’roll! Que apesar de ser uma combinação muito interessante para uma noite, não nos satisfaz para uma vida inteira, até porque não só de noites vive um homem, e se levar toda essa mistura para seus dias, não passaras dos 27.

Mais do que amigos para compartilharmos os segredos mais íntimos, nossas felicidades, tristezas, vitórias e fracassos precisamos de uma força para nos impulsionar a ir em frente, e nos mostrar qual a decisão certa devemos tomar em cada situação. Eu me refiro a você mesmo! Afinal quem melhor do que você para te ajudar a superar as maiores dificuldades, ou comemorar um grande sucesso? Vivemos em contato eterno com uma voz que está dentro de nós, com que muitas vezes nos deparamos conversando...Não você não é louco! Devemos sim conversar com o nosso interior, alguns vão chamar de eu lírico, outro de alma,”voz da consciência”, não importa o nome. Sei que isso está parecendo um livro de auto-ajuda, mas o fato é que temos de exaltar sempre nosso ego.

Nós seres humanos somos extremamente egoístas, até o amor, mais nobre sentimento, parte de um principio egoísta, você ama geralmente o que te faz bem, e até quando uma pessoa oferece sua vida por outra, pode se notar um egoísmo, ela não suportaria o sofrimento de viver sem a outra, caso contrário não o faria. Claro que toda regra tem sua exceção...Mas acho que já deu pra entender o que eu queria dizer.Dê mais importância para você mesmo, pois todas as pessoas a sua volta podem trocar com o tempo, mas você e seu interior sempre permaneceram, mudando sim com o tempo, mas sempre estarão ai! Chega de escrever.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Existem Dias Felizes e Dias Tristes



Tudo começa numa noite,em que até o presente momento parecia ser tranqüila. A nossa galera como de costume nos sábados em que não se tem nada pra fazer(quase todos), se reuniu na praça do areão.

Sentamos no alto de uma escada, entre a praça e a rua que dá acesso a funcesi que fica logo atrás. A hora ia passando, e o pessoal que queria encher o Butão na cachaça, foi na mercearia próxima da praça antes de que ela fechasse, por volta das 22 horas.

Nós que ficamos tivemos uma não muito agradável surpresa. Um carro com um motorista um pouco apressadinho vem seguindo pela rua atrás de nos, e quando nos alcança, para o carro bruscamente, e começa a virar o carro em nossa direção. Todos se levantam crentes que ele poderia jogar o automóvel acima de nós a qualquer momento. Foi impagável ver as expressões de cada um que estava lá, Müller por exemplo parecia que estava preparado para em qualquer momento num só impulso pular sobre o capo do carro e correr para o outro lado(kkkk).

_Existem dias felizes e dias tristes. Diz o rapaz aparentemente transtornado. Fazendo que com todas as expressões se alternassem. (como eu queria ter essa situação filmada!!)

_E hoje é um dia triste, minha avó está num hospital morrendo e eu aqui “locão” de droga! (Pensei seriamente em dizer,”E o que temos haver com sua vida ruim, mas preocupado com minha integridade física, fiquei caladinho”)

Dito isso o carro voltou a se movimentar, gerando pânico total, mas todos continuavam imóveis. Logo ele acelerou(bastante) e foi embora “cantando pneu” pra nunca mais voltar.

Todos se entreolharam riram um pouco, sentaram-se novamente e esperamos o pessoal que havia ido a mercearia chegar, loucos pra contar a estória e se acalmar com uma boa dose de conhaque!

E quem disse que tomamos vergonha e saímos dali? Nadaaa! Continuamos lá a noite toda, porém cada carro que se aproximava era uma reação mais estranha!

Causos de Uma Cidadezinha Qualquer!